CNJ abre investigação contra juiz Marcelo Bretas, diz jornal

CNJ abre investigação contra juiz Marcelo Bretas, diz jornal

Fernando Frazão/Agência Brasil

O Corregedor Nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, decidiu abrir investigação para apurar a conduta do juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, sede da “lava jato” no estado. A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A vara de Bretas foi recentemente alvo de correição por parte da Corregedoria, para apuração de fatos relacionados ao conhecimento e à verificação do funcionamento dos serviços judiciais e auxiliares, independentemente da existência de irregularidades.

Segundo O Globo, a investigação visa apurar se Bretas cometeu faltas disciplinares e partiu de delação premiada assinada pelo advogado José Antônio Fichtner, irmão de Régis Fichtner, ex-chefe da Casa Civil do governo do Rio.

Fichtner narrou que foi procurado por outro advogado, Nythalmar Dias Ferreira Filho, que se apresentava como alguém que tinha acesso privilegiado ao juiz Marcelo Bretas e que tinha poder de influenciar decisões, blindar investigados e conseguir bons acordos para clientes. A história foi contada pela revista Veja em junho de 2021.

Nythalmar teria mostrado detalhes de confissões sigilosas e cópias de acordos de colaboração em andamento. Fichtner, que era investigado por suspeitas de usar empresas para lavar dinheiro de um suposto esquema de corrupção chefiado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, resolveu fazer a delação.

Em agosto de 2020, no entanto, enviou carta para Procuradoria-Geral da República narrando todo o episódio, que foi considerado grave. A delação, já homologada, embasou a decisão de investigar Bretas, além das informações colhidas na correição.

Ainda segundo O Globo, o ministro Salomão incluiu a determinação para que Bretas seja intimado a depor até o final do ano. Com informações do Conjur

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