Atraso do diploma no exterior não impede médico de pedir validação, decide TRF-4

Atraso do diploma no exterior não impede médico de pedir validação, decide TRF-4

A exigência imediata da apresentação do diploma para inscrição no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) não é razoável na hipótese em que o atraso na expedição do documento não for culpa do aluno.

Com esse entendimento, um aluno formado em medicina no Paraguai ganhou o direito de se inscrever no Revalida sem apresentar o diploma. A decisão é do juiz Christiaan Alessandro Kroll, proferida no plantão judiciário da Justiça Federal do Paraná.

A ordem é para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) faça a inscrição, independentemente da imediata apresentação do diploma de conclusão do curso, se não houver outro motivo que o impeça de se inscrever.

O autor da ação, morador da cidade de Foz do Iguaçu (PR), concluiu o curso de medicina no Paraguai e pediu o diploma, mas a instituição alegou que não há prazo para a entrega. Na ação, ele pediu para postergar a entrega do documento.

Ao analisar o pedido de liminar, o magistrado destacou que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) tem entendido que a exigência de imediata apresentação do diploma como requisito para a inscrição no exame não se mostra razoável.

“Pondero razoável a concessão de autorização para que o candidato com formação em medicina em universidade estrangeira, até o momento sem a posse do diploma, submeta-se ao Revalida, edição 2023/1. A autorização não importa nenhum prejuízo à instituição requerida ou aos demais participantes do exame, considerando que a submissão à prova apenas afere conhecimentos e habilidades dos candidatos”, disse o magistrado.

“Ademais, a impossibilidade de realizar o exame pode causar relevante ônus ao requerente, considerando que, caso não realize as provas, a parte terá que aguardar a abertura de outro edital, sem a possibilidade de exercer a profissão que almeja no território nacional”, finalizou Christiaan Alessandro Kroll. Com informações da assessoria de imprensa do TRF-4.

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