Barroso pede vista e suspende julgamento que pode recalibrar foro por prerrogativa no STF

Barroso pede vista e suspende julgamento que pode recalibrar foro por prerrogativa no STF

O julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre o alcance do foro especial por prerrogativa de função, conhecido como foro privilegiado, foi interrompido devido a um pedido de vista do Ministro Luís Roberto Barroso.

Até então, diversos ministros já haviam se manifestado, todos concordando que o foro especial se mantém mesmo após o término do mandato, desde que os crimes imputados tenham ocorrido durante o exercício do cargo.

Essa discussão é relevante devido a dois casos específicos em análise: o da ex-senadora Rose de Freitas, acusada de corrupção passiva, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e o do senador Zequinha Marinho, acusado de “rachadinha” quando era deputado federal.

Marinho teve seu caso enviado para a Justiça Federal após o Superior Tribunal de Justiça entender que o STF perdeu competência quando ele assumiu o cargo de vice-governador. O relator do caso, Ministro Gilmar Mendes, defende que a competência dos tribunais para julgamento de crimes funcionais persiste mesmo após o término das funções públicas.

Ele argumenta que a prerrogativa de foro deve ser aplicada de acordo com a natureza do crime, e não com critérios temporais relacionados ao mandato atual. Gilmar destaca os prejuízos causados pela interpretação atual do foro, citando o caso de Marinho, cuja ação penal tramitou por diversas instâncias ao longo de mais de uma década sem conclusão da instrução processual.

Este julgamento pode “recalibrar os contornos” do foro especial e tem ganhado relevância devido às investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco, que envolvem políticos com foro privilegiado.

 

 

 

Leia mais

Portal do Contribuinte da PGE-AM permite consultar e parcelar débitos pela internet

A Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM) lançou o Portal do Contribuinte, plataforma digital que centraliza serviços relacionados à Dívida Ativa estadual. Disponível pelo...

TRT-11 anula justa causa e condena empresa em R$ 155 mil após demissão apenas de mulheres

Uma trabalhadora, contratada como monitora de câmeras de segurança no sistema prisional de Manaus e demitida por justa causa sob a alegação de “falta...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Qualificadora de violência de gênero alcança agressões contra mulheres em relacionamentos homoafetivos

​A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a qualificadora da lesão corporal praticada contra a mulher pela condição...

Portal do Contribuinte da PGE-AM permite consultar e parcelar débitos pela internet

A Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM) lançou o Portal do Contribuinte, plataforma digital que centraliza serviços relacionados à...

STJ afasta ação coletiva para discutir reajustes em locação de veículos para motoristas de aplicativo

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por unanimidade, estabeleceu que a ação coletiva é via inadequada para...

STJ: Parte não tem direito a segundo pedido escrito de esclarecimentos periciais

​A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a parte não tem o direito de fazer um...