TJ-RJ invalida benefícios municipais para empresas de transporte coletivo

TJ-RJ invalida benefícios municipais para empresas de transporte coletivo

Devido ao completo desvirtuamento da proposta encaminhada pelo prefeito de Rio das Ostras, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro declarou a inconstitucionalidade de trechos da Lei municipal 2.727/2022 que tratavam da autuação de infrações cometidas pelos permissionários do transporte coletivo urbano de passageiros e extinguiam sanções, penalidades e tributos às empresas atualmente licenciadas.

O prefeito de Rio das Ostras, Marcelino Carlos Dias Borba (PV), alegou a inconstitucionalidade da norma de 2022. Ele apontou que o projeto de lei foi enviado pelo Executivo, mas os parlamentares apresentaram emendas sem pertinência temática e com criação irregular de despesas.

O desembargador Bernardo Moreira Garcez Neto, relator do caso, apontou que emendas podem ser apresentadas a projetos de iniciativa reservada, desde que não aumentem a despesa prevista e mantenham pertinência temática com a proposta.

Duas das emendas apontadas pelo prefeito deram origem aos dispositivos sobre infrações contratuais e fixaram um regime jurídico diferenciado e mais benéfico para os contratos de permissão atualmente em vigor. Na visão do magistrado, o conteúdo é distinto do projeto original.

Uma dessas emendas previu a anistia de tributos, sanções e penalidades administrativas, “em evidente renúncia de receita”. De acordo com Garcez Neto, a emenda não apontou estimativa de seu impacto orçamentário e financeiro, o que é exigido pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

“A lei impugnada deveria ter sido acompanhada de um instrumento que proporcionasse a análise quantificada dos seus efeitos fiscais, a fim de viabilizar a respectiva avaliação ao longo do processo legislativo”, assinalou o relator.

Leia a decisão

Processo 0072314-70.2022.8.19.0000

Com informações do Conjur

Leia mais

Justiça condena sete por tráfico de cetamina no caso Djidja; sentença não julga morte da ex-sinhazinha

Nova decisão substitui sentença anulada pelo TJAM e absolve três acusados por falta de provas; processo trata exclusivamente de tráfico de drogas e associação...

IBAMA recorre ao STJ para tentar mudar decisão que manteve arara com a tutora

Ao manter provisoriamente uma arara-canindé com sua tutora, o desembargador federal Eduardo Martins, relator do caso no TRF1, destacou que a adquirente apresentou documentação...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça condena sete por tráfico de cetamina no caso Djidja; sentença não julga morte da ex-sinhazinha

Nova decisão substitui sentença anulada pelo TJAM e absolve três acusados por falta de provas; processo trata exclusivamente de...

PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicas

A Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil), composta pelo PT, PV e PCdoB, entrou nesta quarta-feira (22) com uma...

STF examina se restrição ao uso de banheiros por pessoas trans, no Pará, viola a Constituição

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se é compatível com a Constituição uma lei do Estado do Pará...

Justiça do DF manda Virginia apagar publicidade irregular de bets

A Justiça do Distrito Federal determinou que a influenciadora digital Virginia Fonseca retire de suas redes sociais postagens de...