Ministro Humberto Martins barra decisão que determinava o retorno do CRV em papel moeda

Ministro Humberto Martins barra decisão que determinava o retorno do CRV em papel moeda

O Ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça suspendeu decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que obrigava a União a expedir documentos de licenciamento de veículos em meio físico e não por meio digital. O pedido foi concedido ante provocação da da União, que sustentou que a determinação de emissão de documento em meio físico, quando já implementado sistema eletrônico, subverte todo projeto de evolução tecnológica, segurança e economicidade que culminou com a criação de sistemas eletrônicos para controle dos registros e licenciamentos de veículos.

De acordo com a União, a manutenção da decisão do TRF 4ª Região traria grave lesão à ordem econômica, uma vez que haveria estabelecimento de despesa sem nenhuma previsão orçamentária prévia, além de se constituir em retrocesso, com documentos de CRV e CRLV a serem expedidos em papel moeda. 

Ao deferir o pedido de suspensão da liminar, o Ministro apreciou os fundamentos da União, dentre os quais se reporta ao fato de que a permanecer os efeitos da decisão impugnada poderia haver um custo de R$ 603. 177,377 para o País.  Por outra ponta, a decisão do TRF, obtemperou a União, se constituiu em desprezo ao avanço tecnológico, com nefastos prejuízos a serem suportados.

O Ministro, ao conceder a suspensão da liminar, fundamentou que o deferimento do pedido de suspensão se atém a demonstração de que a manutenção da decisão impugnada causa grave lesão a um dos bens tutelados pela legislação de regência, deferindo o pedido para sustar os efeitos da decisão do TRF 4 e derrubou a decisão que exigia a volta do licenciamento de veículos em papel moeda. 

Leia mais

Alegação de impacto no score por dívida prescrita não configura dano moral

Dívida prescrita no Serasa não gera dano moral mesmo com alegação de impacto no score.  A utilização de dados para análise de risco de crédito...

Erro em registro civil não pode ser levado à Justiça sem prévia tentativa de correção no cartório

Erros materiais em registro civil que podem ser corrigidos diretamente no cartório não justificam o acionamento imediato do Judiciário, sob pena de ausência de...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Alegação de impacto no score por dívida prescrita não configura dano moral

Dívida prescrita no Serasa não gera dano moral mesmo com alegação de impacto no score.  A utilização de dados para...

Erro em registro civil não pode ser levado à Justiça sem prévia tentativa de correção no cartório

Erros materiais em registro civil que podem ser corrigidos diretamente no cartório não justificam o acionamento imediato do Judiciário,...

Erro em cobrança que cria dívida inexistente no cartão, embora com estorno, causa dano moral

Erro de cobrança que gera dívida inexistente em fatura de cartão de crédito, ainda que posteriormente estornado, pode configurar...

Falta de pagamento de custas de citação permite extinção do processo sem intimação pessoal

A ausência de recolhimento das custas necessárias para a citação do réu autoriza a extinção do processo sem resolução...