Edson Fachin nega habeas corpus para aplicação de rito do CPP a processo penal contra militar

Edson Fachin nega habeas corpus para aplicação de rito do CPP a processo penal contra militar

O Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ao denegar recurso ordinário em habeas corpus contra decisão do Superior Tribunal Militar, impetrado a favor de paciente levado à condição de réu em processo penal militar, denegou a ordem, fundamentando que não se poderia autorizar, por meio do writ, como pedido, a suspensão da tramitação da ação penal até o julgamento do mérito do recurso, para aplicação de institutos do direito processual penal comum, negado no juízo militar processante.

O Paciente, acusado na ação penal, sofreu a imputação de suposta prática do crime de corrupção ativa, que consiste em dar ou promoter vantagem indevida para a prática ou omissão de um ato funcional, como previsto no artigo 309 do Código Penal Militar, em concurso de pessoas e de forma continuada. 

Dantes, o militar pediu a ordem junto ao Superior Tribunal Militar, porém, foi considerado que “a amplitude da impetração da ação constitucional não é ilimitada, encontrando baliza na demonstração inequívoca da alegação de ofensa às garantias constitucionais que lastreiam o processo penal e que digam respeito à constrição da liberdade de locomoção”.

O STM entendeu, ainda que “o habeas corpus tem destinação certa e para todas as demais intercorrências processuais há previsões recursais expressas e específicas. Desse entendimento decorre a máxima: O habeas corpus não é sucedâneo recursal”. A decisão foi unânime.

Insatisfeito, ajuizou recurso ordinário ante o STF, alegando que o legislador não excepcionou do processo penal militar o rito de absolvição sumária e resposta a acusação, sustentando que  a resposta à acusação se adequa ao sistema acusatório brasileiro, ao princípio da paridade de armas, ao contraditório e à ampla defesa.

Daí, pediu a suspensão da tramitação da ação penal até o julgamento do mérito do recurso, e, no mérito, a concessão da ordem., ainda que de ofício, para que fossem aplicados os artigos 396 e 396-A do CPP. O Ministro Edson Fachin considerou que o habeas corpus é medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada  nos autos representa manifesto constrangimento ilegal, o que, em sede de cognição sumária não restava evidenciado.

HC nº RHC 217014 MC

Leia mais

CNJ publica provimento sobre gratuidade de emolumentos a pessoas de baixa renda

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou, no último dia 22 de abril, o Provimento n.º 221, que trata do procedimento para a concessão...

Fim de suspensão por IRDR destrava ação e Justiça manda banco parar descontos sem prova de contrato

Com o julgamento do incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) sobre encargos bancários, a mora cred pess  e parcela de crédito pessoal, deve...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Comissão aprova jornada de 8 horas e piso salarial de R$ 4,6 mil para biólogos do setor privado

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que...

Caminhoneiro obtém na Justiça pagamento em dobro por trabalho em feriados

Enquanto o dia 1º de maio é marcado pela celebração do Dia do Trabalhador, a data também chama atenção...

STF forma maioria para exigir inscrição de advogados públicos na OAB

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, ao julgar recurso da OAB-RO, com atuação do Conselho Federal da OAB,...

Comissão aprova obrigação do agressor pagar tratamento psicológico à vítima de violência doméstica

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga...