STF aceita ação que acusa falhas graves do Estado na proteção de mulheres vítimas de violência

STF aceita ação que acusa falhas graves do Estado na proteção de mulheres vítimas de violência

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu analisar uma ação apresentada pelo Instituto Nós Por Elas, que denuncia o descaso do Estado brasileiro no combate à violência contra as mulheres. A entidade afirma que há um “estado de coisas inconstitucional”, ou seja, uma situação grave e contínua de violação de direitos fundamentais, causada pela falta de políticas públicas eficazes.

Segundo o Instituto, mesmo após quase 20 anos da Lei Maria da Penha, o número de mulheres agredidas e mortas continua alto. A ação argumenta que medidas como proteção, atendimento psicológico, delegacias especializadas e campanhas de prevenção ainda são insuficientes ou mal executadas.

O ministro Dias Toffoli, relator do caso, determinou que o governo federal, o Congresso, o Judiciário e outros órgãos enviem informações em até 10 dias. Depois disso, a Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União também deverão se manifestar.

A entidade pede que o STF obrigue o governo federal a criar um plano nacional com metas claras para combater a violência doméstica, e que os governos estaduais também apresentem seus próprios planos. O objetivo é garantir ações coordenadas entre os poderes públicos e a sociedade civil para proteger melhor as mulheres em situação de risco.

Leia notícia correlata

Instituto pede ao STF que reconheça falhas graves na proteção a mulheres vítimas de violência

Leia mais

Pedido para condenar réu por crime não descrito na denúncia foge à exigida correlação, diz Justiça

A sentença penal deve guardar correspondência com os fatos narrados na denúncia, e o Ministério Público não pode, apenas nas alegações finais, ampliar a...

Não se aproveita: há erro grosseiro no uso de recurso de Juizado quando contra a sentença cabe apelação

A utilização de Recurso Inominado para contestar sentença proferida em processo submetido ao procedimento comum configura erro grosseiro e impede o aproveitamento da peça...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Pedido para condenar réu por crime não descrito na denúncia foge à exigida correlação, diz Justiça

A sentença penal deve guardar correspondência com os fatos narrados na denúncia, e o Ministério Público não pode, apenas...

Justiça mantém paternidade registral e afasta anulação baseada em arrependimento posterior

A 8ª Câmara Cível do TJRS decidiu, por unanimidade, restabelecer a paternidade registral de uma criança e a respectiva...

Empresa é condenada a indenizar passageiro após duas panes em ônibus durante viagem

Uma empresa de transporte rodoviário de ônibus, especializada em viagens intermunicipais e interestaduais, terá que pagar indenização por danos...

Justiça condena incorporadora a pagar indenização por atraso na entrega de imóvel

Uma incorporadora foi condenada ao pagamento de R$ 11 mil de indenização por danos morais em razão do atraso...