Programa da Justiça de Roraima combate violência contra juízas e servidoras

Programa da Justiça de Roraima combate violência contra juízas e servidoras

Promover um espaço seguro, de apoio e atenção às mulheres que atuam no Judiciário de Roraima é o objetivo do projeto EMA’NUM -“mulher com muita beleza”, elaborado pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica do Tribunal de Justiça de Roraima (Cevid/TJRR), juntamente com outros setores do Poder Judiciário.

O projeto, lançado na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, estabelece um protocolo de prevenção, acolhimento, orientação e acompanhamento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar que fazem parte do quadro funcional do TJRR.

Atendendo à recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 102, o judiciário roraimense adotou o Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança Voltado ao Enfrentamento à Violência Doméstica Praticada em face de magistradas e servidoras.

Para a juíza coordenadora da Cevid, Suelen Alves, o projeto visa promover a igualdade de gênero e o empoderamento feminino, estabelecendo medidas preventivas, protetivas e reparatórias. As ações incluem campanhas educativas, criação de canais de atendimento, análise de risco, capacitação em direitos humanos sob a perspectiva de gênero, entre outras.

“A violência doméstica, infelizmente, é uma realidade a qual ninguém está imune. Com essa ação a CEVID busca “fazer a tarefa de casa”, trazendo para dentro do nosso Tribunal o importante debate sobre a violência doméstica, para que todas nós sejamos capazes de identificar os sintomas de um relacionamento abusivo e buscar o auxílio necessário”, destacou a magistrada.

O apoio as mulheres dentro da estrutura do judiciário se dá, não só por ações internas, como a entregar folders, realização de workshop integrativo, rodas de conversa, e a divulgação de ações sobre violência psicológica, violência moral, violência física, violência sexual e violência patrimonial, mas também por um fluxo de atendimento, desde o acolhimento da vítima, emissão de medida protetiva, adoção de botão do pânico e monitoramento, até visitas institucionais por parte da segurança do Judiciário.

A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica do Tribunal de Justiça de Roraima elaborou, em parceria com o Núcleo de Comunicação e Relações Institucionais (Nucri), um folder para orientação de atendimento referente a casos relacionados a violência domestica e familiar que envolvam magistradas, servidoras ou colaboradoras do Poder Judiciário. O arquivo pode ser conferido no link: Acesse Aqui

EMA’NUM

O termo “EMA’NUM” é de origem da língua Macuxi, que é falada pela etnia indígena que habita a região do Monte Roraima. Significa “mulher com muita beleza” e foi escolhido como uma homenagem às mulheres do judiciário roraimense, além de valorizar a cultura local.

Com informações do CNJ

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