Entidades pedem que com aposentadorias de Ministras, vagas no STJ sejam preenchidas por mulheres

Entidades pedem que com aposentadorias de Ministras, vagas no STJ sejam preenchidas por mulheres

Com as aposentadorias das Ministras Assusete Magalhães e Laurita Vaz, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) terá duas cadeiras vagas a serem preenchidas em 2025. Diante disso, um grupo formado por 33 entidades, lideradas pelo movimento “Paridade no Judiciário”, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reivindicando a indicação de mulheres para os cargos.

O pedido destaca a necessidade de maior pluralidade na composição da Corte, que atualmente conta com 31 ministros, dos quais apenas cinco são mulheres.

O documento alerta que, caso as cadeiras sejam ocupadas por homens, haveria um “inegável retrocesso” na representatividade feminina no Judiciário, impactando inclusive a imagem do Brasil na comunidade internacional. As entidades ressaltam que a diversidade de gênero no STJ é uma questão de compromisso com os valores democráticos e com os princípios emancipatórios estabelecidos pela Constituição Federal.

“O momento histórico pede o compromisso com os valores emancipatórios da Constituição da República. Desse modo, confiantes no seu firme compromisso com a democracia e com os objetivos fundamentais da República, dentre eles, o de construir uma sociedade livre, justa e solidária, renovamos a esperança de que não haverá retrocesso e em breve duas mulheres sucederão as cadeiras vagas no Superior Tribunal de Justiça”, destaca o texto enviado a Lula.

O documento ainda reforça que o Judiciário, enquanto um dos poderes da República, deve refletir a pluralidade da sociedade que representa. Nesse sentido, sustenta a necessidade de garantir a participação feminina em espaços de poder, observando também a interseccionalidade de raça e etnia. “A participação de mulheres nos espaços de poder, sob a ótica da interseccionalidade de raça e etnia, é essencial para a execução de políticas públicas locais, nacionais e globais que resultarão numa sociedade mais justa e solidária”, argumentam as entidades signatárias.

Para o preenchimento das vagas, serão apresentadas ao presidente duas listas tríplices: uma composta por desembargadores federais e outra por membros do Ministério Público. A lista de desembargadores federais conta com Carlos Augusto Pires Brandão, Daniele Maranhão Costa e Marisa Ferreira dos Santos, enquanto a lista do MP inclui Maria Marluce Caldas Bezerra, Sammy Barbosa Lopes e Carlos Frederico Santos.

Nos termos da Constituição Federal, a composição do STJ obedece ao critério de divisão por origens institucionais: um terço das vagas é destinado a juízes oriundos dos Tribunais Regionais Federais; um terço é preenchido por desembargadores dos Tribunais de Justiça, indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio STJ; e o último terço é repartido equitativamente entre advogados e membros do Ministério Público Federal, estaduais, do Distrito Federal e dos territórios.

A decisão final sobre as indicações caberá ao presidente Lula, que deverá submeter os nomes escolhidos à aprovação do Senado Federal.

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