Alexandre de Moraes é Relator de Ações em defesa da Zona Franca contra Decretos de Bolsonaro

Alexandre de Moraes é Relator de Ações em defesa da Zona Franca contra Decretos de Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal recebeu novas Ações Diretas de Inconstitucionalidade contra a validade de decretos presidenciais que reduziram o Imposto sobre Produtos Industrializados sem medidas compensatórias à produção no Polo Industrial da Zona Franca de Manaus. O Relator, na ação que recebeu o nº ADIs 7153 por prevenção, é o Ministro Alexandre de Moraes. Os autos se encontram conclusos ao Relator.

Três decretos federais são contestados na ADI 7153: 11.047/2022; 11.052/2022 e 11.055/2022. Nos decretos contestados a Presidência da República expandiu de 25% para até 35% a redução linear do imposto, a partir de 1º de maio, e zerou a alíquota de IPI relativa aos extratos concentrados para produção de refrigerantes, atingindo os fabricantes desse insumo na Zona Franca de Manaus. 

O Solidariedade, legenda que ajuizou ação, argumenta que a forma como foi implementada a redução da carga tributária do IPI altera o equilíbrio competitivo e afronta a proteção constitucional da Zona Franca. Na ação, a legenda informa ao Supremo que os decretos alteram o equilíbrio competitivo e afrontam a proteção constitucional do modelo Zona Franca de Manaus. 

Na Zona Franca de Manaus estão instalados mais de 600 fábricas, diz a ação, havendo um prejuízo incalculável, havendo retirada de um fator de atração ao polo de desenvolvimento regional. A medida contida na ação também é defendida pelo Governador Wilson Lima, que já declarou que os decretos afrontam a segurança jurídica, pois retiram fator de atração competitiva local, além de gerar majoração do IPI a ser recolhido na saída das bebidas produzidas com os insumos adquiridos na região.

Leia mais

Taxa quatro vezes acima da média do Bacen leva banco a devolver valores cobrados a maior no Amazonas

A cobrança de juros mensais mais de quatro vezes superiores à taxa média praticada no mercado financeiro levou a Justiça do Amazonas a reconhecer...

Débitos inscritos por cessão de crédito sem notificação formal do devedor são inexigíveis

Débitos inscritos em órgãos de proteção ao crédito, quando decorrentes de cessão, pressupõem notificação formal do devedor, sob pena de ineficácia da cobrança. Sentença da...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Judiciário adota IA “Bastião” para detectar ações repetitivas e acelerar tramitação

Tribunais brasileiros contam com uma nova ferramenta de inteligência artificial para enfrentar a litigância abusiva e repetitiva: o Bastião. A...

Justiça reconhece síndrome de burnout como doença ocupacional e condena banco a indenizar

A 1ª Turma do TRT da 2ª Região (TRT-2) reconheceu caso de síndrome de burnout como doença ocupacional e...

Taxa quatro vezes acima da média do Bacen leva banco a devolver valores cobrados a maior no Amazonas

A cobrança de juros mensais mais de quatro vezes superiores à taxa média praticada no mercado financeiro levou a...

Débitos inscritos por cessão de crédito sem notificação formal do devedor são inexigíveis

Débitos inscritos em órgãos de proteção ao crédito, quando decorrentes de cessão, pressupõem notificação formal do devedor, sob pena...