MPF denuncia mais 10 envolvidos em contrabando de cigarros paraguaios no RS

MPF denuncia mais 10 envolvidos em contrabando de cigarros paraguaios no RS

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou mais dez pessoas envolvidas no contrabando de cigarros paraguaios no Brasil. A mercadoria era transportada pelas rodovias brasileiras sem a documentação legal devida e distribuída por toda a região Sul do país. Essa é a segunda denúncia oferecida à Justiça Federal no âmbito da Operação Carcinoma, que já obteve, em janeiro deste ano, a condenação de oito integrantes da organização criminosa, entre eles, os dois líderes do grupo.

Realizada em conjunto com a Polícia Federal, a operação desbaratou a organização que atuou nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul entre janeiro de 2018 e novembro de 2021. As investigações demonstraram a existência de uma empresa de transporte pertencente aos líderes da quadrilha que servia para a prática dos crimes. Associada a ela, existia um gerente que repassava aos motoristas de caminhões as orientações para o transporte da carga contrabandeada.

Segundo o MPF, o modus operandi da quadrilha revela o alto grau de profissionalismo, divisão hierárquica e poder econômico do grupo. Os caminhões utilizados no transporte dos cigarros eram registrados em nome dos motoristas e, após o início das apreensões, o grupo passou a utilizar laranjas para tal.

Se aceita a nova denúncia oferecida pelo MPF, além de responderem por participação em organização criminosa, seis dos dez acusados também serão julgados pelo crime de falsidade ideológica.

Em agosto de 2021, três meses antes da deflagração da Operação Carcinoma, a investigação já havia apreendido 26 cargas de cigarros estrangeiros (contendo mais de 10 milhões de maços), 8 carros e 29 caminhões. Também foram presas 40 pessoas em flagrante. O valor dos cigarros apreendidos supera R$ 53 milhões. Segundo as investigações, R$ 26 milhões em tributos deixaram de ser arrecadados por conta do contrabando. Com informações do MPF

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