Brasileiros seguem usando a plataforma X, desafiando decisão de Moraes

Brasileiros seguem usando a plataforma X, desafiando decisão de Moraes

Apesar da proibição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio da plataforma X em território brasileiro, há usuários que têm desrespeitado a decisão judicial, utilizando a rede social por meio de VPNs (redes privadas virtuais). Essa persistência, contudo, pode resultar em multas de até R$ 50 mil por dia, conforme estipulado pelo magistrado.

A decisão de Moraes, tomada em um contexto de intensificação das medidas contra a disseminação de desinformação e discursos de ódio nas redes sociais,  e a desobediência de Musk em não nomear um representante do escritório da rede no país, foi clara ao determinar que qualquer pessoa física ou jurídica que acessasse a plataforma X, utilizando meios fraudulentos, estaria sujeita a sanções financeiras.

O magistrado justificou a imposição das multas, argumentando que o uso de VPNs representa um “subterfúgio tecnológico” que permite aos usuários se conectarem a redes de internet no exterior, contornando, assim, as restrições impostas no Brasil.

Diante do cenário de desrespeito à decisão, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sob a liderança de Beto Simonetti, inclusive, ingressou com uma ação no STF, buscando reverter ou modificar os efeitos da medida imposta por Moraes. A OAB argumenta que a penalização em massa dos usuários que utilizam a plataforma pode ser desproporcional e que outras medidas deveriam ser consideradas para atingir os objetivos pretendidos pela decisão judicial.

O episódio revela um confronto entre as tentativas de regulação do espaço digital no Brasil e as estratégias dos usuários para continuar acessando plataformas bloqueadas. O risco de multas elevadas não parece ter sido um impeditivo suficiente para que usuários do X desistam de acessar a rede social, ainda que sob a ameaça de penalidades financeiras significativas.

Leia mais

Sem mostrar violação a precedente do STF, Coari tem reclamação rejeitada sobre bloqueio de verbas

O Supremo Tribunal Federal não conheceu da Reclamação 88.242, ajuizada pelo Município de Coari contra decisões do Juízo da 2ª Vara da Comarca de...

STF cassa decisão do TRT-11 e restabelece contrato sem vínculo trabalhista no Amazonas

Em decisão de conteúdo constitucional, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, cassou acórdão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região que...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Sem mostrar violação a precedente do STF, Coari tem reclamação rejeitada sobre bloqueio de verbas

O Supremo Tribunal Federal não conheceu da Reclamação 88.242, ajuizada pelo Município de Coari contra decisões do Juízo da...

STF cassa decisão do TRT-11 e restabelece contrato sem vínculo trabalhista no Amazonas

Em decisão de conteúdo constitucional, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, cassou acórdão do Tribunal Regional do...

STJ mantém decisão que nega progressão funcional retroativa a auditores-fiscais

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento ao Recurso Especial nº 2.264.076/DF, interposto pela Federação Nacional dos Auditores-Fiscais...

STF suspende lei mineira que exigia informações adicionais em rótulos de produtos para animais

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu trechos da Lei Estadual de Minas Gerais nº 22.231/2016, na redação dada pela Lei 25.414/2025, que obrigava a inclusão de informações sobre canais públicos de...