STJ vai retirar casos da pauta virtual até sistema permitir sustentação oral

STJ vai retirar casos da pauta virtual até sistema permitir sustentação oral

Até que o sistema de julgamento virtual do Superior Tribunal de Justiça seja adaptado para permitir a inserção de mídia contendo a sustentação oral de advogados, a corte vai retirar de pauta todos os casos em que advogados quiserem fazer uso dessa prerrogativa, mesmo que para uso da palavra para esclarecimento de equívoco ou dúvida surgida em relação aos fatos.

A deliberação foi feita em resolução editada pela presidência da Corte, assinada pelo ministro Humberto Martins e publicada na tarde de terça-feira (7/6). A alteração obedece às previsões introduzidas no ordenamento jurídico pela recente aprovação da Lei 14.365/2022, que alterou o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994).

A partir de agora, é possível fazer sustentação oral em recurso interposto contra decisão monocrática de relator que julgar o mérito ou não conhecer dos recursos especial e ordinário, e também em embargos de divergência, ação rescisória, mandado de segurança, reclamação, Habeas Corpus e outras ações de competência originária. A lei ampliou o direito de advogados e foi muito comemorada pela OAB, apesar dos vetos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro ao trecho da norma que coibiam buscas e apreensões arbitrárias em escritórios de advocacia.

Assim, até que exista viabilidade tecnológica no sistema do STJ para permitir a inserção de vídeos a contendo a sustentação oral nos casos inseridos na pauta virtual, sempre que o pedido de manifestação dos advogados for feito, a corte vai retirar o caso da sessão de julgamento.

Nas outras hipóteses, em julgamento presencial ou telepresencial, o procedimento da sustentação oral vai obedecer as normas já praticadas regularmente, de acordo com os artigos 158 e 159 do Regimento Interno do STJ.

Veja a Resoluçao STJ 19/2022

Fonte: Conjur

Leia mais

STF concede liminar a candidato para assegurar bônus regional em seleção da UFAM

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar a um estudante para assegurar a aplicação de bônus regional de 20% em sua...

Decisão judicial precária revogada obriga servidor a devolver valores recebidos

Valores recebidos por decisão judicial provisória devem ser devolvidos após revogação, reafirma STF. Valores pagos a servidor público por força de decisão judicial provisória —...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Nome negativado após pagamento gera indenização, decide TJMT

Uma dívida quitada deveria encerrar qualquer restrição ao nome do consumidor. Mas, quando isso não acontece, pode gerar indenização....

TSE publica acórdão que condenou Castro à inelegibilidade até 2030

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou, na noite desta quinta-feira (23), o acórdão do julgamento que condenou o ex-governador...

Cliente que pagou por mesa de madeira e não recebeu será indenizado em danos materiais e morais

O 1º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública da Comarca de Parnamirim condenou um marceneiro ao pagamento...

STF tem maioria para manter prisão de ex-presidente do BRB

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (24) maioria de votos para manter a decisão...