Justiça determina remoção de perfis falsos de Instituição de ensino em rede social

Justiça determina remoção de perfis falsos de Instituição de ensino em rede social

Advocacia-Geral da União (AGU) obteve, na Justiça, liminar que determina que a rede social LinkedIn remova três perfis que se passavam pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Desde 2020, a UFRJ vinha enfrentando o problema da existência de páginas não autorizadas na plataforma, fato que gerava confusão entre os usuários e colocava em risco a reputação da universidade. Os perfis criavam a falsa impressão de que as informações neles veiculadas eram oficiais, comprometendo sua credibilidade e as estratégias de visibilidade.

Embora a UFRJ tenha tentado resolver a questão administrativamente, o LinkedIn não tomou as medidas necessárias para remover os perfis, de modo que não restou alternativa exceto buscar a Justiça.

A 20ª Vara Federal do Rio de Janeiro acolheu o pedido da UFRJ e deferiu a tutela de urgência, para que a empresa remova, em até 48 horas, os perfis falsos que utilizavam indevidamente o nome da instituição.

Risco concreto

A decisão obtida pela AGU destacou que a criação de perfis falsos de uma instituição pública federal, como a UFRJ, representa um risco concreto de disseminação de informações falsas e até mesmo de práticas criminosas. Diante disso, a Justiça reconheceu a necessidade de garantir a proteção da imagem da universidade e determinou a remoção imediata dos perfis em questão.

Para a procuradora Federal Rita Zampa, que atuou no caso, a vitória reforça a importância da proteção da imagem e da reputação de instituições públicas em ambientes virtuais. “A decisão judicial é um marco para a defesa das entidades e serve como um alerta para que essas plataformas sejam mais diligentes no monitoramento de conteúdos indevidos”, pontuou.

Ref.: 5050269-46.2024.4.02.5101

Leia mais

É dever, não é calúnia: Justiça tranca ação penal contra síndica que atuou para proteger adolescente

O Tribunal de Justiça do Amazonas, por meio da 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais, concedeu habeas corpus e determinou o trancamento de ação...

Justiça suspende repasse de consignados de servidores e segurados da Amazonprev ao Banco Master

Decisão proferida pela 2.ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus determinou a suspensão dos repasses relativos a empréstimos consignados contratados por servidores...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Rede social deve reativar conta de influencer que teve perfil suspenso sem justificativa

O 3º Juizado Especial Cível da Comarca de Natal determinou que uma rede social reative a conta de um...

Justiça declara ineficaz cláusula sobre saúde mental em cct por vício formal

A 7ª Turma do TRT da 2ª Região reverteu decisão de 1º grau por unanimidade e declarou a ineficácia...

Foragido nos EUA, Ramagem é ouvido pelo STF por videoconferência

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que está foragido nos Estados Unidos, prestou depoimento, por videoconferência, ao Supremo Tribunal Federal...

Justiça condena banco digital por negativação indevida de consumidora; indenização é de R$ 8 mil

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte condenou um banco digital ao pagamento de indenização por danos...