Extorsão contra aposentada é revelada em flagrante que deu azo a preventiva no Amazonas

Extorsão contra aposentada é revelada em flagrante que deu azo a preventiva no Amazonas

Réu acusado de praticar crime de extorsão contra idosa tem Habeas Corpus negado em 2ª instância do Tribunal de Justiça do Amazonas – TJAM. A vítima – pessoa idosa, era forçada a entregar boa parte de seus proventos de aposentadoria ao réu por uma dívida de R$4 mil que nunca acabava. Todo mês o acusado efetuava o saque com o cartão previdenciário da vítima e devolvia a ela uma parcela insignificante. Foi relator Jorge Lins.

O réu foi preso em flagrante delito porque a vítima procurou a gerência da agência bancária, relatou os fatos e foi orientada a fazer um empréstimo para pagar o extorsor. O gerente do banco procurou a polícia e noticiou os fatos. A prisão ocorreu no momento em que o acusado Jornandes recebia a quantia sacada pela vítima, que, por seu turno, identificou também como autor do crime o acusado Luís.

Na sequência foram encontrados diversos cartões magnéticos de terceiros em posse dos acusados, com suspeita de agiotagem, seguindo a autuação em flagrante dos envolvidos e depois convertida em preventiva para a garantia da ordem pública, pois foi considerado que por se tratar de crime de extorsão, a vítima vivia sob a ameaça da entrega dos valores de sua aposentadoria. 

“A prisão preventiva restou sobejamente fundamentada para a garantia da ordem pública, considerando a gravidade concreta na atuação criminosa- modus operandi, pois o paciente juntamente com outro acusado “estavam cometendo a infração penal contra a idosa desde o ano de 2016, tendo os mesmos retido seu cartão e se apropriado com a finalidade de extorqui-la”.

Processo nº 4005950-02.2021.8.04.0000

Leia o acórdão:

HABEAS CORPUS N.º 4005950-02.2021.8.04.0000. PACIENTE: LUIS MEIRELES. EMENTA: HABEAS CORPUS – CRIME PREVISTO NO ARTIGO 158, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL (EXTORSÃO) – PROVAS DE MATERIALIDADE. INDÍCIOS DE AUTORIA – PRISÃO PREVENTIVA – NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA – MODUS OPERANDI –  PERICULOSIDADE DO PACIENTE. I – O paciente foi preso em flagrante delito no dia 09/08/2021, pela suposta prática dos crimes previstos no artigo 158, caput, do Código Penal Brasileiro, c/c o artigo 102 e 104 da lei nº 10.741/03 (Retenção de Cartões Previdenciários e Assistenciais de Pessoas Idosas, e artigo 4º, “a” da Lei 1.521/1951 (Crime de Usura). II – Com efeito, materialidade e os indícios de autoria delitivas restaram-se devidamente delineadas, conforme se deflui do termo de depoimento do condutor às fls. 3/4; Termo de declarações das vítimas às fls. 11/13, Auto de exibição e apreensão à fl. 23/31; Termo de entrega/restituição de objeto à fl. 35; a atestarem a prática da extorsão. III – In casu, a prisão preventiva restou sobejamente fundamentada para garantia da ordem pública, considerando a gravidade concreta na atuação criminosa – modus operandi -, pois o paciente juntamente com outro acusado, ”estavam cometendo a infração penal contra idoso desde do ano de 2016, tendo o mesmos retido seu cartão e se apropriado com a finalidade de extorquila. Na ocasião, foi encontrado em seu poder o cartão bancário da vítima no momento que estavam entregando à vítima para que a mesma realizasse o saque de seus proventos, logo após, os policiais foram até o escritório do paciente, onde foram encontrados diversos cartões magnéticos de terceiros V – Por fim, quanto à  concessão de liberdade provisória, com amparo no artigo 158 do Código Penal, ao argumento de que o crime entelado não foi praticado com violência e nem grave ameaça, tem-se, a priori, que o crime em análise foi cometido mediante grave ameaça, consoante narrado na exordial acusatória. V – ORDEM DENEGADA

 

Leia mais

Lucro presumido não deve servir de base para cobrança maior de IRPJ e CSLL contra empresa

A Justiça Federal no Amazonas afastou a cobrança do acréscimo de 10% sobre os percentuais de presunção utilizados no cálculo do Imposto de Renda...

Desligamento de estudante não pode ser rediscutido após decisão definitiva da Justiça

Justiça impede nova discussão sobre jubilamento de estudante de Medicina ao reconhecer que o mesmo caso já havia sido julgado definitivamente em outra ação...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Governo avalia combate a supersalários em pacote fiscal para 2027

Medidas em estudo incluem revisão de penduricalhos e mudanças para assegurar o cumprimento do centro da meta fiscal O Ministério...

Lei que reduz penas do 8 de Janeiro aguarda julgamento há quase seis meses

Alexandre de Moraes relata ações contra a norma no STF; aplicação dos benefícios em execuções penais foi suspensa em...

Justiça condena homem a mais de 21 anos de prisão por homicídio motivado por som alto

A Justiça do Tocantins condenou um homem a 21 anos e nove meses de prisão pelo assassinato a tiros...

Justiça condena homem que agrediu e ameaçou a irmã para cobrar dívida

A Justiça do Tocantins condenou um homem por agredir e ameaçar a própria irmã após cobrar uma dívida e...