TJMG nega habeas corpus a acusada de agiotagem

TJMG nega habeas corpus a acusada de agiotagem

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou pedido de liberdade a uma mulher acusada de agiotagem e extorsão. As investigações estão sendo conduzidas na Comarca de Juiz de Fora.

Ela foi presa em 11 de junho de 2024 sob a suspeita de participação em uma organização criminosa que praticava os crimes para garantir o recebimento dos empréstimos. Ela impetrou habeas corpus no TJMG pleiteando a liberdade provisória, alegando que tem uma filha de 10 anos e que sua prisão preventiva não se justificava.

Os argumentos foram acolhidos pelo relator da apelação, desembargador Sálvio Chaves. Porém, o magistrado foi vencido no julgamento. Prevaleceu o entendimento do desembargador Paulo Calmon Nogueira da Gama. Ele considerou que a organização comandada pelo pai da acusada emprestava dinheiro em quantias acima do permitido, a juros exorbitantes, e cobrava os valores se utilizando de ameaças de morte e retirando bens das casas das vítimas de forma violenta.

Diante disso, o desembargador entendeu que a liberdade da mulher pode causar risco à sociedade e à investigação criminal. Além disso, ele afirmou haver indícios de que ela integra “uma intrincada associação criminosa com atuação na região dos fatos e que vem atuando de forma incisiva, organizada e causando desestabilização social”.

Ainda de acordo com o magistrado, o grupo criminoso foca-se na prática da usura pecuniária, emprestando dinheiro e cobrando juros abusivos, que chegavam ao patamar de 60% ao mês.

“É narrado que, para garantir a quitação dos empréstimos, a paciente e os demais investigados extorquiam as vítimas com ameaças por meio físico ou virtual, bem como chegavam a subtrair pertences das residências delas. Ademais, existem relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) que indicam movimentação financeira atípica e incompatível com a renda dos investigados, com valores na casa dos milhões”, destacou.

O desembargador Marcílio Eustáquio votou de acordo com esse posicionamento.

Com informações do TJ-MG

Leia mais

Prescrição estancada: restauro de autos devolve ao credor direito de executar restituição de taxa indevida

O crédito executado tem origem em sentença transitada em julgado proferida após o Supremo Tribunal Federal declarar a inconstitucionalidade da Taxa de Iluminação Pública,...

Sem saltos: Judiciário não pode substituir exame administrativo de aposentadoria pendente

O ponto sensível do conflito — e que a sentença enfrenta de modo explícito — está no fato de que a extinção do processo...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

PF reage a críticas e diz ser alvo de ataques e tentativas de enfraquecimento

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (30), durante cerimônia pelos 82 anos da corporação, que...

PSD oficializa Caiado ao Planalto com promessa de anistia a Bolsonaro como primeiro ato

O PSD oficializou nesta segunda-feira (30) a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República, em...

PL pede que governo tampão do RJ seja exercido por presidente da Alerj

O Partido Liberal (PL) pediu nesta segunda-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o comando interino do governo...

TJSC firma acordo para oferecer psicoterapia a mulheres em situação de violência doméstica

Neste mês das mulheres, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (PJSC), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação...