Moraes exige que Musk comprove regularidade da representação da plataforma X no Brasil

Moraes exige que Musk comprove regularidade da representação da plataforma X no Brasil

O Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fixou um novo prazo para que a plataforma X (antigo Twitter) apresente documentos complementares relacionados à representação legal da empresa no Brasil, sob pena de novas sanções. A decisão foi tomada no âmbito da Petição (PET) 12404, em que a X Brasil Internet Ltda informou a substituição de sua representação pela advogada Rachel de Oliveira Villa Nova Conceição.

Moraes destacou que a ordem anterior, que estabelecia um prazo de 24 horas para comprovação da regularidade da representação legal da empresa, incluindo a documentação da Junta Comercial sobre a constituição da X Brasil e a nomeação de seus advogados com plenos poderes, não foi devidamente cumprida. Diante disso, o ministro estabeleceu um novo prazo de cinco dias para a apresentação dos documentos pendentes.

Entre as exigências está a apresentação das procurações da Twitter International Unlimited Company e da T.I. Brazil Holdings LLC à advogada Rachel de Oliveira, além da comprovação da regularidade da nova representante junto à Junta Comercial do Estado de São Paulo. A decisão também impõe a entrega, no prazo de 48 horas, de informações relacionadas à Receita Federal, ao Banco Central, à Polícia Federal e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), visando a verificação da conformidade da atuação da plataforma no Brasil.

Além disso, o ministro ordenou que a Secretaria Judiciária do STF contabilize as multas devidas pela empresa em razão do descumprimento de decisões anteriores e verifique se todas as determinações já expedidas foram integralmente cumpridas. O objetivo é assegurar a efetiva comprovação da regularidade da constituição da X Brasil Internet Ltda e a licitude da atuação de seus novos advogados.

Essa decisão faz parte de um conjunto de medidas adotadas pelo STF para garantir o cumprimento da legislação brasileira por plataformas digitais, com foco especial em sua regularidade jurídica e em possíveis sanções administrativas e financeiras em caso de descumprimento das ordens judiciais.

Leia mais

Liminar suspende tarifa cobrada pela Águas de Manaus contra condomínio com poço artesiano

Justiça suspende cobrança de tarifa de disponibilidade contra condomínio com poço artesiano e ETE própria em Manaus. A Justiça do Amazonas concedeu tutela provisória de...

CNJ anula atos de PAD no TJAM e determina recomposição de comissão por falta de imparcialidade

Segundo a decisão, o PAD teve origem em apuração instaurada pela Corregedoria do TJAM em razão da desativação de um painel desenvolvido pela servidora...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça condena plataforma digital por falha de segurança após invasão de conta

Uma empresa responsável por rede social deverá reativar a conta de um usuário e pagar indenização por danos morais,...

AGU assina acordo para regularização de barracas na Praia do Futuro em Fortaleza

A Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF),...

Defesa de Zambelli apresenta recurso na Itália para evitar extradição

A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli informou nesta sexta-feira (10) que apresentou recurso à Corte de Cassação da...

Mulher será indenizada por demora em atendimento oftalmológico que resultou em perda da visão

A 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou o Distrito Federal...