Júri condena três homens por morte de detento na Unidade Prisional do Puraquequara em Manaus

Júri condena três homens por morte de detento na Unidade Prisional do Puraquequara em Manaus

O Conselho de Sentença da 1.ª Vara do Tribunal do Júri condenou os réus Thiago Silva Nascimento, Rômulo Brasil da Costa e Fabrício Duarte Araújo pela morte do detento Roberto Campos Palmeira, crime ocorrido na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) em 25 de agosto de 2016.

Thiago foi condenado a 14 anos e 3 meses; Rômulo, a 16 anos e 6 meses de reclusão. O réu Fabrício, por sua vez, foi condenado a 7 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão.

O julgamento da Ação Penal n.º 0242639-05.2016.8.04.0001, realizado no último dia 1.º de agosto no Fórum Ministro Henoch Reis, foi presidido pelo juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo. O promotor de Justiça Marcelo Bitarães de Souza Barros atuou pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM). A defesa dos réus foi feita pelo defensor público Rafael Albuquerque e pelo advogado Cândido Honório Neto.

De acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público, no dia do crime, por volta das 10h50, na Unidade Prisional do Puraquequara, agentes penitenciários conduziam o interno Ariel de Souza Evangelista, conhecido como “Sassá”, para uma das celas do Setor de Triagem da UPP, foram rendidos por Thiago, Rômulo e Fabrício. Os agentes foram avisados pelo trio para que permanecessem sentados, pois a “bronca” não era com eles, mas sim com “Sassá”. No tumulto, Sassá conseguiu fugir para outro quadrante da Unidade Prisional e o detento Roberto Palmeira acabou sendo morto pelos acusados.

O crime, conforme apurado nos autos, ocorreu no contexto de acerto de contas e disputas entre facções criminosas rivais.

Plenário

Os acusados Rômulo e Fabrício foram interrogados presencialmente, no Plenário do Júri. Quanto ao réu Thiago, foi declarada sua ausência processual, em virtude de não ter sido localizado nos endereços disponibilizados quando da tentativa de sua intimação.

O Ministério Público sustentou as condenações dos acusados por homicídio qualificado (com uso de recurso que impossibilitou a defesa do ofendido), bem como pugnou pela retirada da qualificadora de motivo torpe.

A defesa dos acusados Thiago e Rômulo sustentou, como tese principal, a retirada da qualificadora de motivo torpe, o reconhecimento da atenuante de confissão, para ambos os acusados e a não consideração de “meio cruel” como vetorial negativa. Já a defesa do réu Fabrício usou, como tese principal, a absolvição por negativa de autoria e, como tese subsidiária, o reconhecimento da minorante de menor importância.

Aos réus Thiago e Fabrício foi concedido o direito de recorrer em liberdade, considerando que assim permaneceram durante a maior parte da tramitação do processo. O réu Rômulo Brasil não terá o mesmo direito em razão de a pena recebida ser superior a 15 anos e, também, porque o juiz considerou que permanecem presentes os requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal para a manutenção da prisão.

Fonte: TJAM

Leia mais

18 mil eleitores terão mudança no local de votação em Manaus; saiba quais são os novos endereços

Alteração provisória atinge 53 seções da 1ª Zona Eleitoral nos bairros Centro, Cachoeirinha e Nossa Senhora das Graças Cerca de 18 mil eleitores de Manaus...

Nulidade absoluta não pode ser deixada pela defesa para depois, reafirma STF

O Supremo Tribunal Federal reafirmou que uma nulidade processual, ainda que considerada absoluta, deve ser arguida pela defesa no momento adequado. Ao analisar recurso em...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Presidente do STF diz que gravidade dos fatos não autoriza atalhos

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, garantiu, nesta sexta-feira (4), em Brasília, que será dentro da...

Conselho do MPF abre procedimento para apurar menções a Gonet no caso Master

O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu procedimento para apurar menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em...

Descumprimento contratual leva à rescisão de compra e venda de ágio de imóvel

A 2ª Vara Cível de Ceilândia declarou rescindido contrato de compra e venda de ágio de imóvel e determinou...

Sancionadas leis que criam fundos para a Justiça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (4) três projetos de lei que criam e reestruturam...