JF/AM: Ação objetiva do acusado permite analisar sua consciência sobre a ilicitude do fato

JF/AM: Ação objetiva do acusado permite analisar sua consciência sobre a ilicitude do fato

Fazer uso de documento falso da carteira de Habilitação de Arrais Amador, perante a autoridade de Inspeção Naval é crime que se subsume no artigo 304 combinado com o artigo 297 do Código Penal Brasileiro que, no caso concreto, foi evidenciado pela apreensão do documento com posterior laudo de exame pericial que atestou a falsidade material, relatando a presença de diversas inconsistências com o material padrão, associadas à autoria cuja negativa não se pode acolher, uma vez que fora o próprio flagranteado que realizara a apresentação do documento solicitado. O tema foi debatido nos autos do processo 001223755-2017.4.01.3200, ante a 2ª Seção Judiciária da Justiça Federal no Amazonas, pelo juiz federal Leonardo Fernandes, em face do Réu F.S.M.

Tendo a admissão do réu, em juízo, que fora o autor da apresentação do documento, que restou posteriormente falso, ante resultado de perícia determinada e finalizada por expert, importou concluir-se que o denunciado teve ciência da falsidade documental, arrematou a sentença.

“Não é dado ao magistrado o poder de adentrar a mente do agente delitivo e saber exatamente os seus anseios no momento da prática delitiva. Assim, é a ação objetiva do acusado que apontará o direcionamento, a liberdade e o nível de consciência do acusado sobre a ilicitude de sua conduta”, firmou o magistrado. 

A pena cominada para o crime descrito no artigo 304 do Código Penal, referente a fazer uso de documento falso, correspondeu, no caso concreto, à descrita no Artigo 297 do CP, com pena mínima de 2(dois) e a máxima de 06(seis) anos de prisão, cabendo a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito, presentes os demais requisitos, como no caso julgado.

Leia o documento

 

 

Leia mais

TJAM recebe queixa-crime contra promotor que comparou advogada a cadela

O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) recebeu queixa-crime contra o então promotor de Justiça Walber Luís Silva do Nascimento, acusado...

Causa eleitoral antiga que não mais impeça candidatura deve prosseguir se ainda puder gerar multa, diz TSE

Decisão de Nunes Marques mantém vivo recurso relacionado às eleições de 2010 no Amazonas porque ainda subsiste a possibilidade de aplicação de sanção financeira Uma...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Comissão aprova regras mais rígidas para condenados por crimes sexuais contra crianças

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que torna mais rigorosa a punição...

Hospital responde por fraude praticada com uso de dados sensíveis de paciente

A 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal manteve condenação do Hospital Brasília Unidade Águas Claras e do...

Uso de cartão com chip e senha não afasta responsabilidade do banco por fraude

A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal manteve condenação do BRB Banco de Brasília S.A. a...

Moraes determina cassação da aposentadoria de ex-diretor da PRF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) a cassação da aposentadoria do...