Empresa que faz vigilância obtém liminar para continuar atividades

Empresa que faz vigilância obtém liminar para continuar atividades

A Justiça Federal concedeu à empresa que presta serviço de vigilância desarmada ao Santuário Santa Paulina, em Nova Trento, liminar para suspender o ato administrativo da Polícia Federal que havia determinado o encerramento de suas atividades. A 3ª Vara Federal de Itajaí aplicou a jurisprudência que isenta de autorização especial os serviços de vigia sem uso de arma de fogo.

“A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça [STJ] se orienta no sentido de que o disposto [na legislação específica], ao explicitar os serviços de vigilância patrimonial e transporte de valores, elencou as atividades que pressupõem a utilização de arma de fogo, excluiu de seu regramento as empresas que se dedicam à atividade de vigilância residencial ou comercial que não façam uso desse equipamento”, afirmou o juiz Charles Jacob Giacomini..

O “auto de encerramento de atividade não autorizada de segurança privada” foi lavrado em 21 de março pela delegacia da PF responsável pela fiscalização. A empresa impetrou um mandado de segurança, alegando que o contrato com a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, mantenedora do santuário, está de acordo com a legislação e não prevê o emprego de arma que exigiria autorização da PF.

“Não há no contrato social, tampouco no ato administrativo que determinou o encerramento das atividades da impetrante, ou mesmo nas informações prestadas pela autoridade impetrada, a referência à atividade de vigilância e segurança privada com a utilização de arma de fogo”, observo o juiz. “Não há nada que evidencie que as atividades da impetrante utilizem arma de fogo”, reiterou Jacomini. Cabe recurso.

MANDADO DE SEGURANÇA Nº 5003394-45.2024.4.04.7208

Com informações TRF 4

Leia mais

TJAM define novos integrantes das Turmas Recursais dos Juizados Especiais

O Tribunal Pleno do Judiciário amazonense aprovou, em sessão realizada nessa terça-feira (31/3), os nomes do juiz Celso Antunes da Silveira Filho e da...

Justiça condena banco por danos morais após manter hipoteca de imóvel por 23 anos após quitação

Depois de mais de duas décadas desde o pagamento da última parcela do financiamento de sua casa, um morador de Manaus conseguiu na Justiça...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

PM relata ao STF troca do carregador da tornozeleira de Bolsonaro

A Polícia Militar do Distrito Federal informou nesta quarta-feira (1°) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ocorrência de troca...

Justiça condena ginecologista por crimes sexuais contra pacientes no RS

Um médico ginecologista foi condenado na Comarca de Ijuí a 26 anos e 10 meses de prisão, no regime...

Novos prazos para licença-paternidade valem a partir de 2027; entenda

A lei que amplia os prazos da licença-paternidade entra em vigor em 2027 e concederá inicialmente mais cinco dias...

Autor de feminicídio deve ressarcir INSS por pensão paga a filhos da vítima

A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o entendimento de que o...