CNJ criou Grupo de Trabalho para agilizar ações sobre disputas em terras quilombolas

CNJ criou Grupo de Trabalho para agilizar ações sobre disputas em terras quilombolas

Durante evento no Quilombo Quingoma, na Bahia, em 26 de julho, no qual a presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) conversou com líderes de comunidades quilombolas locais e ouviu deles relatos de violência na disputa pelas terras, a ministra Rosa Weber noticiou a instalação de Grupo de Trabalho para elaborar estudos e propostas para melhorar a atuação do Poder Judiciário em ações que envolvam posse, propriedade e titulação dos territórios onde vivem os grupos.

Ao CNJ compete o papel de aperfeiçoar o trabalho do Poder Judiciário e, por isso, se verificou a necessidade de melhorar a resposta jurisdicional nos processos que envolvam disputa de terras quilombolas.

Após a publicação da portaria, assinada em julho de 2023, a ministra oficiou órgãos do Judiciário, do governo federal, Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a apresentarem representantes para discussão dessas propostas. Representantes de organizações e movimentos quilombolas também integram o grupo.

Alguns órgãos ainda estão dentro do prazo para as indicações. No entanto, em razão do episódio envolvendo o assassinato de Mãe Bernadete, o CNJ antecipará a reunião do Grupo de Trabalho mesmo sem todas as indicações.

Dois magistrados do Conselho também foram à Bahia nessa sexta-feira (18/8) para acompanhar as ações de reação das forças do Estado, com o objetivo de facilitar e apoiar medidas de otimização interinstitucional em relação à responsabilização e resposta enérgica para o crime; reparação e proteção dos familiares da vítima e membros de comunidades quilombolas; e medidas de atuação específica em relação aos impasses fundiários.

Com informações do CNJ

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