Motorista: Desobedecer ordem de parada em blitz é crime praticado no trânsito

Motorista: Desobedecer ordem de parada em blitz é crime praticado no trânsito

É crime não atender à determinação de parar em blitz quando a ordem é dada pela polícia militar por ocasião das atividades de policiamento ostensivo. A decisão é do Superior Tribunal de Justiça. Agora, esse entendimento foi ampliado: mesmo que a ordem não emane de militar, mas de outro agente público no exercício da atividade de organização do trânsito, especificamente os agentes de trânsito, não sobrevindo o atendimento, a conduta é a mesma: a de Desobediência, fato delituoso descrito no artigo 330 do Código Penal Brasileiro.

O entendimento, em aditamento, foi proposto pelo Ministro Rogério Schietti, complementando, desta forma o voto do relator da matéria, o também Ministro Antonio Saldanha Palheiro, pois importa, para a decisão, uma sociedade que respeite a autoridade, seja ela qual for, no exercício legítimo de sua atividade funcional. 

Muito embora a maioria do Colegiado tenha sedimentado o debate, houve discordância, que restou em voto vencido do desembargador convocado Olindo Menezes. Segundo Menezes, o crime de desobediência, para que reste configurado pressupõe uma ordem escrita e fundamentada de servidor público.

Para o voto vencido, já haveria previsão sobre a matéria, especialmente a contida no artigo 195 do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê como infração administrativa ‘Desobedecer às ordens emanadas da autoridade competente de trânsito ou de seus agentes’. Vencida esse voto, resta concluir que, de então, sendo considerado crime a conduta, passível o flagrante delito por quem, na ardência da desobediência, desrespeite o comando legal. 

Leia mais

MPAM abre seleção de estágio para acadêmicos de Direito

O Ministério Público do Amazonas abriu inscrições para o 27º Exame de Seleção de estagiários de Direito, com 16 vagas imediatas e cadastro reserva...

STJ afasta nulidade por ausência do promotor em audiência no Amazonas e restabelece condenação

A simples ausência do Ministério Público em audiência de instrução e julgamento, por si só, não conduz automaticamente à nulidade do processo penal. Com...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

STF recria adicional por tempo de serviço e reacende debate sobre supersalários

A decisão do Supremo Tribunal Federal de restabelecer, sob nova roupagem jurídica, o adicional por tempo de serviço para...

Estado de SP é condenado a indenizar jovem que presenciou ataque a tiros em escola

A 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, em parte, sentença da 1ª...

Justiça valida fracionamento de férias em até três períodos após reforma trabalhista

A juíza Vivianne Célia Ferreira Ramos Corrêa, titular da 5ª Vara do Trabalho de Betim, julgou improcedente o pedido...

PGR defende eleições diretas para mandato-tampão de governador do Rio

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta terça-feira (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à realização de...