O PSD oficializou nesta segunda-feira (30) a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República, em movimento que reposiciona o tabuleiro político nacional para as eleições de 2026.
O anúncio foi feito na sede do partido, em São Paulo, após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, e em meio às articulações que também envolviam o nome de Eduardo Leite.
Em seu discurso, Caiado afirmou que, se eleito, seu primeiro ato será conceder anistia ampla, geral e irrestrita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar e condenado por tentativa de golpe de Estado.
A declaração, porém, já surge cercada de controvérsia jurídica, uma vez que ministros do STF vêm sustentando, desde 2025, que eventual medida dessa natureza tende a ser submetida ao controle da Corte, especialmente em crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Ao mesmo tempo em que defendeu a anistia, o governador goiano procurou se apresentar como alternativa à polarização política, afirmando que pretende romper com a lógica do confronto entre extremos. Caiado também enfatizou sua experiência administrativa, destacando a trajetória no Executivo e no Congresso, em contraste com nomes que ainda não ocuparam cargos executivos.
Na área programática, o pré-candidato voltou a apostar em pautas recorrentes do campo conservador, com ênfase no combate à criminalidade, na crítica ao PT e na defesa do agronegócio, sem renegar sua identidade política à direita, embora tenha buscado afastar a imagem de radicalização.
Pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral, a definição oficial das candidaturas ocorrerá entre 20 de julho e 5 de agosto, durante as convenções partidárias, com prazo final para registro até 15 de agosto. Até lá, o anúncio do PSD inaugura uma nova fase da disputa presidencial, marcada pela reorganização das forças de centro e direita no cenário nacional.
