O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (30), durante cerimônia pelos 82 anos da corporação, que a instituição tem sido alvo de “ataques de toda sorte, alguns covardes e vis”, além de tentativas de enfraquecimento de suas atribuições.
No discurso, Andrei sustentou que a PF atua com isenção, responsabilidade e sem direcionamento investigativo, rebatendo acusações recentes surgidas em meio a apurações de alta repercussão nacional, como as investigações envolvendo o Banco Master, o INSS e o pedido de quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A manifestação ocorre também em um contexto de tensão institucional após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que limitou o compartilhamento de relatórios de inteligência do Coaf com órgãos de persecução e CPIs, no curso das investigações sobre suposto vazamento de dados fiscais de ministros da Corte e de familiares.
Ao final, o diretor-geral reforçou que será a “primeira voz” na defesa da Polícia Federal, afirmando que a corporação não recuará no cumprimento de suas atribuições constitucionais.
