Amazonas não dispensa exigência em limite de idade para ingresso na carreira Militar

Amazonas não dispensa exigência em limite de idade para ingresso na carreira Militar

Militar de reserva com 41 anos teve pedido negado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas para continuar participando das etapas de concurso público da Polícia Militar do Amazonas. O concurso se referiu ao edital nº 01/2019-PMAM. O candidato teve sua inscrição deferida, realizou a prova objetiva e discursiva, com média elevada, mas foi impedido de continuar participando do certame com a justificativa de que havia ultrapassado a idade limite permitida de 35 anos, requisito obrigatório para o ingresso na carreira. A decisão foi relatada pela desembargadora Nélia Caminha Jorge. O pedido foi proposto pelo candidato Fabrício Santos.

Na visão jurídica do impetrante, a tese do Mandado de Segurança se consistiu de que seja vedado à administração estabelecer requisito etário para admissão em cargo público, inclusive porque o interessado possui 8 anos de serviço como Oficial componente da reserva da 2ª classe do Exército Brasileiro, não podendo ser excluído, conforme interpretação dada pelo STF em Recurso Extraordinário.  

O Ministério Público emitiu parecer de que não mereceria prosperar o argumento do impetrante de pertencer a uma carreira militar, porque o TJAM, no julgamento da ADI nº 4002757-2013.8.04.0000, declarou a inconstitucionalidade da lei que havia deixado de exigir o limite de idade aos policiais militares já integrantes dos quadros da Corporação. 

No acórdão, o julgado firma que ‘o critério etário em concurso público apenas pode ser justificado pela natureza da função pública a ser desempenhada. Nesse sentido, o limite de idade para ingresso em determinada carreira pública deve estar justificado por tal natureza, além de ser previsto em edital e na legislação. O acórdão cita o teor da Súmula 683 STF e do art. 22 da Lei estadual 5.671/2021.

Processo nº 4006375-92.2022.8.04.0000

Leia o acórdão:

Mandado de Segurança Cível Impetrante : Enio de Oliveira Malveira. EMENTA: – DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. GRATIFICAÇÃO DE CURSO. SERVIDOR INATIVO QUANDO DA CRIAÇÃO DA VANTAGEM. NECESSIDADE DE PERCEPÇÃO QUANDO DA ATIVIDADE PARA INCORPORAÇÃO. MANDAMENTO LEGAL. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. SEGURANÇA DENEGADA. I – Nos termos da lei estadual n.º 3.725/2012, com redação dada pela lei estadual n.º 5.478/2021, extrai-se que apenas os servidores que chegaram a perceber a gratificação de curso em atividade podem continuar a recebê-la na inatividade, mediante incorporação aos proventos de aposentadoria. Não é o caso do impetrante, posto que passou à inatividade antes da inovação legal. II – Segurança denegada. ACÓRDÃO: Vistos, relatados e discutidos estes autos de Mandado de Segurança Cível nº 4004338-92.2022.8.04.0000, de Manaus (AM), em que são partes as acima indicadas, ACORDAM os Excelentíssimos Senhores Desembargadores do(as) Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, por unanimidade de votos e em consonância com o parecer ministerial, em denegar a segurança, nos termos do voto da desembargadora relatora.

Leia mais

Cármen Lúcia aponta questionamento tardio da defesa no Caso Fred e rejeita recurso de condenados

Ministra destaca intervalo de 12 anos sem contestação das irregularidades da instrução; decisão mantém penas de 33 anos e sete meses de prisão para...

STF barra pedido de aluguel social para famílias removidas pela Prefeitura de Manaus

Nunes Marques considera inadequada a via utilizada pela Defensoria e entende que ocupação recente não está abrangida pelas medidas invocadas na ADPF 828. O ministro...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Ministro determina tornozeleira eletrônica a cabo da FAB acusado de ameaça em Boa Vista (RR)

Em decisão monocrática, o ministro Péricles Aurélio Lima de Queiroz, do Superior Tribunal Militar (STM), determinou a instalação de...

DJ não consegue reconhecimento de vínculo de emprego com buffet

A prestação de serviços de um DJ para um buffet, realizada de acordo com a demanda por eventos, não...

Hospital deve indenizar paciente que teve gaze esquecida na barriga após parto

Uma paciente que teve uma gaze esquecida no abdômen após um parto deve ser indenizada pelo hospital responsável pelo...

Companhia aérea deve indenizar passageira por perda de casamento

A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal manteve a condenação da Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A....