STF forma maioria para manter Andrei afastado da PF

STF forma maioria para manter Andrei afastado da PF

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter a decisão do ministro André Mendonça que afastou preventivamente Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal e Leandro Almada da Diretoria de Inteligência da corporação.

O julgamento, no entanto, foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A liminar continua válida.

Mendonça foi acompanhado pelos ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, alcançando três votos entre os cinco integrantes da Turma. A decisão de afastamento foi tomada depois que documentos atribuídos à inteligência da PF, utilizados pelo ministro Alexandre de Moraes em pedido de investigação contra Mendonça, passaram a integrar a crise aberta no Supremo em torno das apurações dos casos Banco Master e INSS.

Ao afastar a cúpula da PF, Mendonça afirmou que os relatórios apresentam indícios de monitoramento ilegal de sua atuação e também do advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo o ministro, foram produzidos documentos com análises sobre decisões judiciais, relações institucionais e até referências à proximidade religiosa entre ambos. Mendonça classificou a situação como de “superlativa gravidade” e determinou que a Corregedoria da PF investigue as circunstâncias da produção desse material.

O ministro também questionou a própria origem dos documentos, apontando ausência de assinatura, timbre ou outros elementos capazes de identificar autoria e data. Para Mendonça, não seria admissível que estruturas de inteligência policial fossem empregadas para produzir avaliações sobre magistrados ou tentar desqualificar o trabalho de equipes responsáveis por investigações.  

A crise já havia levado o presidente do STF, Edson Fachin, a cobrar informações dos envolvidos. O afastamento de Andrei amplia agora o confronto para além dos gabinetes do Supremo e atinge diretamente a direção da Polícia Federal. Enquanto o julgamento permanecer suspenso pelo pedido de vista de Gilmar Mendes, a decisão cautelar de Mendonça continua em vigor, agora respaldada pelos votos da maioria da Segunda Turma.

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