Servidor do Amazonas pode se afastar do cargo com salário para estudos se a Administração permitir

Servidor do Amazonas pode se afastar do cargo com salário para estudos se a Administração permitir

O Desembargador Anselmo Chíxaro, do Tribunal de Justiça do Amazonas, fixou que o direito do servidor de ser autorizado para estudo ou aperfeiçoamento fora do Estado, sem perder a remuneração, não afasta o exame criterioso do Chefe de Poder do quadro pessoal que integre o funcionário, e dentro do prazo previsto, que é de 03 anos de afastamento. A concessão de licença remunerada poderá ocorrer, embora não se trate de direito líquido e certo do servidor, mas uma faculdade da Administração Pública, razão de ser da negativa de mandado de segurança a Vilselia Pires. 

No caso concreto, a servidora havia requerido a licença remunerada à Secretaria de Educação e Cultura, para frequência a curso de doutorado em outro estado da federação, com início em 2022, mas a Administração se quedou silente, sem responder, o que motivou a impetração de mandado de segurança que foi distribuído originariamente ao Tribunal de Justiça. 

No transcurso do processo, o Estado respondeu que a concessão de licença remunerada para frequência de curso de aperfeiçoamento funcional se trata de ato discricionário da Administração, a quem incumbe avaliar as condições de conveniência e oportunidade para o deferimento do pedido.

O julgado firmou que embora haja previsão legal, a concessão de licença remunerada poderá ocorrer, ou seja, não se trata de direito líquido e certo do servidor, mas uma faculdade da Administração a concessão dessa licença, não havendo espaço para a ingerência do Poder Judiciário, salvo no caso de manifesta ilegalidade. A segurança foi denegada. 

Processo nº 4002621-45.2022.8.045.0000

Leia o acórdão:

PROCESSO: 4001080-74.2022.8.04.0000 – MANDADO DE SEGURANÇA CÍVEL Impetrante : Gabriel da Cruz. Relator : Exmo. Sr. Des. Cezar Luiz Bandiera.  Procurador de Justiça: Exmo. Sr. Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PEDIDO DE CONCESSÃO DE LICENÇA REMUNERADA  PARA PARTICIPAÇÃO EM CURSO DE DOUTORADO. ATO DISCRICIONÁRIO. JUÍZO DE  CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE.  INTERESSE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. 1. A concessão de afastamento remunerado  para realização de curso de especialização constitui-se em ato discricionário da Administração, ou seja, de acordo com sua conveniência  e oportunidade, não sendo referido direito, portanto, garantido;2. Assim, não deve o Poder Judiciário determinar a concessão do  afastamento, sem observar os requisitos exigidos por lei, sob pena de interferir na competência discricionária da Administração Pública,  conduta vedada. Precedente; 3. MANDADO DE SEGURANÇA CONHECIDO E ORDEM DENEGADA.

Leia mais

STF nega recurso de homem condenado por acessar câmeras para vigiar ex-mulher em Manaus

 Ministra Cármen Lúcia rejeitou recurso contra condenação; defesa alegava que o equipamento pertencia ao acusado e que o acesso buscava proteger o filho.  Mesmo após...

Humaitá pede suspensão da RDS Mirari e aponta risco à regularização de terras

Município questiona estudos e consulta pública e busca anular o decreto presidencial, alegando avaliação insuficiente dos impactos sobre moradores e produtores. A Prefeitura de Humaitá...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Moraes brinca com Cármen Lúcia e atribui a ela “culpa” por sua posse no STF

Ministra presidia o Supremo quando deu posse ao colega, em 2017, e respondeu que o episódio consta de seu...

Flávio Bolsonaro chega a Miami após deixar o Brasil sob restrição judicial

Senador viajou com a família pela Argentina e pelo Equador; governo americano anunciou concessão de vistos O senador Flávio Bolsonaro...

Justiça reconhece boa-fé e reduz multa por depósito de acordo em banco diferente do previsto

A 2ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) reduziu de 50% para 25% a multa...

Montadora é condenada por fornecer chuveiros sem divisórias em vestiários

A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a General Motors do Brasil Ltda. a pagar R$ 10...