Em Santa Catarina, condenado casal que roubou usando faca e cão pitbull para ameaçar vítima

Em Santa Catarina, condenado casal que roubou usando faca e cão pitbull para ameaçar vítima

Um casal denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo roubo de um automóvel foi condenado na Comarca de Timbó. O crime foi cometido utilizando um cão da raça pitbull e uma faca para ameaçar a vítima. O homem, que respondeu por mais um roubo, foi condenado a mais de seis anos de reclusão e a mulher a mais de cinco anos de prisão.

A ação penal relata o crime cometido por Jonathan David Strunck e Samaritana Abrante Batista, pouco depois da meia noite do dia 3 de janeiro deste ano.

Segundo a ação penal, a vítima esperava por uma garota com quem tinha marcado um encontro no estacionamento em frente a um supermercado, quando foi surpreendido por Jonathan, que, segurando a coleira do cachorro com uma das mãos, colocou uma faca em seu pescoço com a outra.

O casal, então, entrou no carro da vítima com o pitbull e a obrigou a dirigir até próximo a um posto de combustíveis no Município de Indaial, onde a mandou descer do veículo. Depois, o homem e a mulher retornaram em direção à Timbó. O automóvel foi encontrado mais tarde.

Além deste crime, Jonathan foi condenado por mais um roubo, praticado poucos dias depois, quando entrou com o pitbull em um bar e, ameaçando os proprietários e os clientes com o cachorro, roubou uma caixa de cerveja.

Conforme sustentou o Promotor de Justiça Alexandre Daura Serratini, o roubo ao veículo apresentou três causas de aumento de pena: a ação foi praticada pelos dois acusados, em comunhão de esforços e vontades, um aderindo à conduta do outro; a vítima permaneceu em poder dos criminosos por relevante lapso de tempo – cerca de 30 minutos -, com sua liberdade cerceada; e terceiro, pela grave ameaça.

As penas aplicadas pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Timbó foram de cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semiaberto para Samaritana e de seis anos, seis meses e 12 dias de reclusão, em regime inicial fechado, para Jonathan.

A sentença é passível de recurso, mas, preso preventivamente no curso da investigação, Johnatan não poderá apelar em liberdade. O cão pitbull, a pedido do Ministério Público, foi entregue a uma associação de proteção animal e já foi, inclusive, adotado.

Fonte: Asscom MPSC

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