Amazonas reconhece direito à gratificação de curso à servidora em acordo judicial

Amazonas reconhece direito à gratificação de curso à servidora em acordo judicial

O Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas, homologou um acordo entre o Estado do Amazonas e uma professora da rede pública estadual de ensino o direito à gratificação de curso para o recebimento de percentual de 25% sobre o vencimento base, isso a partir da folha de pagamento referente ao mês seguinte à homologação judicial.

O direito havia sido pleiteado por meio de mandado de segurança. A gratificação, apesar de ser concedida administrativamente, não havia sido paga à educadora Luzia Medeiros. Contudo, embora seja direito do servidor efetivo, após conclusão de curso, fazer jus à essa gratificação, o mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança, como editou a Súmula 269 do STF e não produz efeitos patrimoniais em relação a período pretérito.

O pedido inaugural da servidora foi formulado com amparo na lei nº 3.951/2013, e assim ingressou com pedido administrativo junto à Seduc, tendo recebido parecer favorável pela possibilidade desse mesmo pedido, mas o pagamento não havia sido implementado na época, razão de ser do mandado de segurança no qual pediu o reconhecimento de direito líquido e certo.

A servidora entendeu que não havia controvérsia quanto a liquidez desse direito, porque preencheu os requisitos exigidos na lei para que fizesse jus a essa gratificação, entretanto, a liminar foi indeferida ao fundamento de que o pedido se confundia com o próprio mérito da demanda, e assim teria conteúdo de natureza satisfativa, o que tornaria inviável a matéria ser deliberada em medida de urgência, pois anteciparia os efeitos de uma futura decisão, o que é vedado, pois esvaziaria o writ. 

Desta forma, na sequência, o Estado, embora tenha contestado a ação, optou pela realização de um acordo com a servidora, no qual reconhece que não há controvérsia quanto ao direito líquido e certo à gratificação de curso, face ao atendimento dos requisitos exigidos pela própria lei, se afastando a barreira de que estaria limitado à lei de responsabilidade fiscal. 

Processo nº 0736012-15.2022.8.04.0001

Leia mais

STF mantém condenação de ex-prefeito por nomeação irregular de militar no Amazonas

O Supremo Tribunal Federal manteve a condenação do ex-prefeito de Itacoatiara, Mamoud Amed Filho, em ação de improbidade administrativa relacionada à nomeação de um...

Sem vícios: estando o réu solto, aviso da condenação é feito apenas ao advogado

TJAM mantém trânsito em julgado de condenação por tráfico e afasta nulidade por ausência de intimação pessoal de réu solto. A Câmara Criminal do Tribunal...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

STJ elege Salomão presidente e Mauro Campbell vice para o biênio 2026-2028

Em sessão realizada nessa terça-feira (14), o Pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) elegeu, por unanimidade, os ministros...

STF mantém condenação de ex-prefeito por nomeação irregular de militar no Amazonas

O Supremo Tribunal Federal manteve a condenação do ex-prefeito de Itacoatiara, Mamoud Amed Filho, em ação de improbidade administrativa...

Gilmar Mendes quer apuração de PGR sobre atuação de senador em CPI após relatório rejeitado

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, informou que apresentará representação à Procuradoria-Geral da República para apuração de...

Após derrota na CPI, Alessandro Vieira critica manifestações de ministros do STF

Após a rejeição, por 6 votos a 4, do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime...