Posse injusta, ainda que sob locação, sujeita o detentor a responder por ação reivindicatória

Posse injusta, ainda que sob locação, sujeita o detentor a responder por ação reivindicatória

A posse injusta independe de boa ou má-fé, sendo suficiente a demonstração da ocupação do imóvel para justificar a reivindicação por quem seja o proprietário. Com essa razão de decidir, a Primeira Câmara Cível do Amazonas, com voto da Desembargadora Maria das Graças Pessoa Figueiredo, negou pedido para alterar decisão de natureza cautelar que estabeleceu prazo para uma pessoa jurídica desocupar o imóvel, ainda que o ocupasse a título de locação por outra pessoa, a quem imputou a posse injusta. 

No agravo o autor combateu decisão do juízo de Iranduba que deferiu medida cautelar que proporcionou, antes, a desocupação voluntária do imóvel inserido numa gleba com propriedade comprovada por meio de registro de imóvel. O não cumprimento seria punido com medidas mais severas. Houve recurso. O agravante alegou que não teria legitimidade para compor o polo passivo da ação de reivindicação. 

Duas questões foram postas  em discussão na Primeira Câmara Cível:definir se a pessoa jurídica recorrente exerceu ou exerce a posse sobre o terreno objeto da ação, bem como sobre a existência de legitimidade passiva para integrar a ação reivindicatória do imóvel.

Definiu-se que a posse independe de boa ou má-fé, sendo suficiente a demonstração da ocupação do bem para justificar a reivindicação. Diante das evidências de locação entabulada com terceira pessoa, sobre  parte do terreno, é cabível se concluir pela  ocupação  ou posse, o que, por si, configura, pelo menos de início, a tese de legitimidade passiva para que o réu responda pelo pedido em que o autor procura defender a propriedade do imóvel. 

Processo n.º 4000662-68.2024.8.04.0000

Leia mais

Denúncia por violência doméstica não deve ser barrada apenas por ausência de formalidade em laudo

Um homem acusado de violência doméstica no Amazonas teve negado no Superior Tribunal de Justiça o pedido de trancamento de ação penal após a...

Sem perda da atualidade: STJ mantém prisão de acusado de feminicídio encontrado após dez anos

A fuga prolongada do distrito da culpa e o paradeiro desconhecido do acusado constituem fundamentos idôneos para manutenção da prisão preventiva, ainda que a...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça mantém retirada e retratação por vídeo de parlamentar sobre atuação de professora

A 7ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve decisão que obrigou...

Cantor Poze do Rodo é solto após decisão judicial

O cantor Poze do Rodo deixou o Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro...

Denúncia por violência doméstica não deve ser barrada apenas por ausência de formalidade em laudo

Um homem acusado de violência doméstica no Amazonas teve negado no Superior Tribunal de Justiça o pedido de trancamento...

Sem perda da atualidade: STJ mantém prisão de acusado de feminicídio encontrado após dez anos

A fuga prolongada do distrito da culpa e o paradeiro desconhecido do acusado constituem fundamentos idôneos para manutenção da...