Igarapé do Castanheira no Puraquequara em Manaus deverá ser revitalizado pelo Estado

Igarapé do Castanheira no Puraquequara em Manaus deverá ser revitalizado pelo Estado

O Estado do Amazonas deverá elaborar e executar um projeto de revitalização do Igarapé Castanheira, no prazo de 180 dias, com o fim de restabelecer o equilíbrio ambiental e prover condições sanitárias adequadas e instalar e fazer funcionar um sistema de tratamento de efluentes e outro sistema de disposição adequada dos rejeitos hidrossanitários da Unidade Prisional do Puraquequara, além de proceder à fiscalização periódica do lançamento de efluentes na área do Igarapé. A decisão é do Tribunal do Amazonas, ao confirmar, em julgamento de apelação, sentença da Vara da Fazenda Pública. Foi Relator Airton Luís Corrêa Gentil. 

O julgamento decorreu de recurso de apelação do Estado do Amazonas e do IPAAM, que foram condenados conjuntamente, por se considerar que restara comprovado o despejo irregular de esgoto no igarapé Castanheira e a ausência de estação de tratamento de efluentes que atendesse a todas as galerias da Unidade Prisional do Puraquequara, em pedido formulado pelo Ministério Público do Estado. 

Ambos recorreram, Estado e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas. O IPAAM argumentou que não teria legitimidade passiva ad causam para compor a ação e que teria tomado todas as providências para cessar o dano ambiental. Assim, foi afastado da ação, por se concluir que não houve omissão da autarquia no dever de fiscalização.

Quanto ao Estado do Amazonas não foi acolhida a tese de ausência de nexo de causalidade entre a poluição do efluente e sua atuação. Reconheceu-se a responsabilidade objetiva do Estado pelo dano ambiental causado. Firmou-se que o Poder Judiciário poderá implementar políticas públicas não efetivadas pelo ente competente, sem que isso represente violação ao princípio da separação dos Poderes. Manteve-se a condenação contra a Administração Pública estadual. 

Processo nº 0618062-97.2013.8.04.0001

Apelação Cível 0618062-97.2013.8.04.0001. Relator:Desembargador Airton Luís Corrêa Gentil. EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO AMBIENTAL. DESPEJO DE EFLUENTES EM IGARAPÉ.COMPETÊNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA AJUIZAR AÇÃO CIVIL PÚBLICA VISANDO A PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. ATUAÇÃO DO INSTITUTO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO ESTADO DO AMAZONAS (IPAAM) DE ACORDO A COMPETÊNCIA PREVISTA EM LEI. RESERVA DO POSSÍVEL NÃO CONSTITUI ÓBICE PARA A INSTITUIÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PREVISTAS CONSTITUCIONALMENTE. ASTREINTES. MANUTENÇÃO.ESTIPULAÇÃO DE LIMITE. RECURSOS CONHECIDOS,PROVIDA A APELAÇÃO DE IPAAM E PARCIALMENTE PROVIDO O APELO DO ESTADO

Leia mais

Morte durante pandemia não gera, por si só, dever de indenizar do Estado

Sentença mantida após embargos negou indenização a dois filhos de paciente morto em Manaus; família atribui o falecimento à falta de oxigênio e de...

Clínica é condenada a indenizar paciente que ficou com extrema sensibilidade à luz após cirurgia

Juiz Francisco Carlos Gonçalves de Queiroz fixou indenização de R$ 20 mil por danos morais e estéticos; empresa não apresentou defesa. Uma mulher de 72...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Morte durante pandemia não gera, por si só, dever de indenizar do Estado

Sentença mantida após embargos negou indenização a dois filhos de paciente morto em Manaus; família atribui o falecimento à...

Clínica é condenada a indenizar paciente que ficou com extrema sensibilidade à luz após cirurgia

Juiz Francisco Carlos Gonçalves de Queiroz fixou indenização de R$ 20 mil por danos morais e estéticos; empresa não...

Loja responde por geladeira com defeito e não pode se eximir atribuindo falha à fabricante

Sentença da Juíza Sanã Almendros condenou Bemol e Midea a substituir refrigerador que continuou sem funcionar após reparo e...

Águas de Manaus terá de reduzir conta após não justificar pico isolado de consumo

Juiz Francisco Carlos Gonçalves de Queiroz também fixou indenização de R$ 4 mil a consumidor de 74 anos.  Uma conta...