Flordelis é condenada a 50 anos pela morte do pastor Anderson do Carmo

Flordelis é condenada a 50 anos pela morte do pastor Anderson do Carmo

Foto: Divulgação

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Niterói condenou Flordelis dos Santos pela morte do pastor Anderson do Carmo, morto em 2019. O julgamento foi um dos mais longos da história do Tribunal do Júri, no Rio, pois durou sete dias. A última sessão se prolongou por quase 24 horas. O resultado: Os jurados, em votação, proclamaram que Flordelis deveria ser condenada pelo morte do pastor. Durante o julgamento, Flordelis, inclusive, havia sido questionada por um jurado se o seu choro era real. Na aplicação da pena privativa de liberdade, pelo juiz presidente, a ex deputada recebeu uma pena de 50 anos e 28 dias de prisão pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio, por tentativas de envenenar a vítima, uso de documento falso, pelo plano de uma carta fraudulenta, e associação criminosa. 

Simone dos Santos, filha biológica de Flordelis também foi condenada, com a aplicação de uma pena de 31 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio e associação criminosa armada.  A defesa das rés firmam que havia uma tendência do júri a essa condenação e irão recorrer, pois era uma condenação esperada, inclusive pelo peso da opinião pública. 

A defesa firma que ira entrar com recurso para anular o julgamento em razão de irregularidades que foram verificadas em plenário. A primeira delas seria a exibição de um documento, pelo Ministério Público que não estava no processo. A segunda, pelo fato do assistente de acusação, advogado Angelo Máximo, ter feito questionamento ao silêncio dos acusados em sua sustentação, o que, para a defesa, é motivo de nulidade, também. 

Na opinião dos jurados prevaleceu a tese do Ministério Público de que a ex-deputada federal e pastora Flordelis dos Santos de Souza havia ordenado o assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, morto a tiros na garagem da casa da família, em Niterói, em junho de 2019. Não convenceu os jurados a argumentação de Flordelis que não teve atuação no crime e que o fato foi praticado porque Anderson abusava sexualmente de sua família, como relatado no Júri. 

 

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