Entenda a diferença entre Importunação Sexual e Assédio Sexual

Entenda a diferença entre Importunação Sexual e Assédio Sexual

Você conhece a diferença de Importunação Sexual e Assédio Sexual?

Os dois são crimes contra a liberdade sexual, sendo a importunação sexual o crime mais grave. Muita gente confunde as duas matérias.

A Lei n° 13.718, que tipifica o crime de importunação Sexual, entrou em vigor em 24 de setembro de 2018, e foi incluído no capítulo “Dos Crimes Contra a Liberdade Sexual” do Código Penal, prevista no artigo 215-A. A pena prevista para esse crime é de 1 (um) a 5 (cinco) anos de prisão, se o ato não constitui crime mais grave. Este artigo condena pela prática do ato libidinoso contra alguém para satisfazer os próprios prazeres sexuais, ou de terceiros, sem permissão da vítima ofendida, por exemplo, masturbar-se na frente de alguém ou próximo da pessoa, exibir o pênis, apalpar, desnudar, esfregar, entre outros. Os casos mais recorrentes na mídia são as vítimas que sofrem importunação sexual dentro do transporte público.

Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave. 

Já nos crimes de assédio sexual, se exige que o criminoso ocupe cargo superior no local de trabalho, isso significa que, não se configura o assédio caso os funcionários ocupem o mesmo nível. O objetivo desse crime é forçar a vítima à oferecer favores sexuais utilizando de sua superioridade hierárquica no local de trabalho.

Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.

Nota-se que o artigo aborda que “prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendências inerentes ao exercício do emprego, cargo ou função”. Neste aspecto, o código penal considera que apenas pode ser considerado como assediador, os chefes, ou funcionários com cargo superior ao da vítima, como os gerentes, seja a vítima homem ou mulher. Por exemplo: Chefe que ameaça demitir a secretária caso ela não lhe ofereça prazeres sexuais, ou chefe que ameaça demitir empregada se ela não aceitar um convite para sair. O crime é punível com pena de 1 (um) a 2 (dois) anos de prisão e poderá ocorrer aumento de pena em até 1/3, caso a vitima seja menor de idade.

Texto: Aline Farias

Leia mais

Faculdade não pode negar análise de aproveitamento de disciplinas entre cursos

Uma instituição de ensino superior não pode recusar, de forma automática, o pedido de aproveitamento de disciplinas cursadas em outro curso sem antes analisar...

Bradesco indenizará cliente em R$ 10 mil por cobrança de plano odontológico

Banco não apresentou contrato que comprovasse a autorização do consumidor para o serviço, cobrado no mesmo dia da liberação de empréstimo de R$ 6...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Faculdade não pode negar análise de aproveitamento de disciplinas entre cursos

Uma instituição de ensino superior não pode recusar, de forma automática, o pedido de aproveitamento de disciplinas cursadas em...

Bradesco indenizará cliente em R$ 10 mil por cobrança de plano odontológico

Banco não apresentou contrato que comprovasse a autorização do consumidor para o serviço, cobrado no mesmo dia da liberação...

INSS não pode somar Bolsa Família como renda para negar BPC a menor com deficiência

Justiça considerou que norma administrativa não pode restringir garantia legal e determinou a implantação do benefício. A Justiça Federal no...

Justiça mantém punição a motorista da Uber que utilizou cadastro de terceiro

Justiça do Trabalho no Ceará reconheceu a regularidade da desativação de um motorista da Uber e negou indenização por...