STJ condena escritório de advocacia por perda de uma chance em defesa de cliente

STJ condena escritório de advocacia por perda de uma chance em defesa de cliente

A 3ª Turma de Ministros do STJ determinou que um escritório de advocacia repare os prejuízos causados a um cliente por não haver atuação jurídica na ação para a qual foram contratados. A condenação, à unanimidade, reconhece a responsabilidade civil pela perda de uma chance, em decorrência da real probabilidade de êxito da demanda, segundo o fundamentado na decisão. Foi Relatora a Ministra Nancy Andrigui. 

O cliente, a ser indenizado em R$ 500.000,00 havia contratado o escritório de advocacia para a prestação de serviços em ação ajuizada pela Refinaria de Petróleos de Manguinhos, mas os clientes foram revéis na ação em que se encontravam na situação de réus e dos quais se exigia uma prestação de contas. 

Ante os efeitos da revelia e a aplicação da pena de confissão quanto à matéria de fato, os réus foram condenados a pagar R$ 947 mil sem que tenha sido interposto qualquer recurso e sequer que os advogados tenham se habilitado nos autos para a tomada de qualquer providência.

“A chance de se defender e de ver mitigados os seus prejuízos, tomada como bem jurídico, é que foi subtraída dos autores, afirmou a relator no seu voto. A relatora explicou que não haveria necessidade de se apurar se o objetivo final, correspondente à vitória na ação de prestação de contas, teria sido ou não tolhido por completo. Importou avaliar é que a chance de disputar, de exercer o direito de se defender, essa foi perdida. 

Leia mais

Ainda que a punição por improbidade dolosa esteja prescrita, o dever de reparar o dano permanece

Sentença da Justiça Federal no Amazonas manteve ressarcimento de R$ 3,5 milhões mesmo após reconhecer prescrição das sanções contra ex-gestor; decisão está sob recurso...

Banco não pode alegar descuido de cliente para negar devolução quando falha na prevenção de golpe

Juíza Irlena Leal Benchimol reconheceu falha na segurança do Bradesco, mas considerou que a correntista também contribuiu para o golpe. Uma correntista enganada por um...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

OAB-AM promove workshop sobre soluções de conflitos fora dos tribunais

Negociação, conciliação, mediação, arbitragem e procedimentos em cartório estarão em pauta no dia 17 de novembro, em workshop promovido...

Ainda que a punição por improbidade dolosa esteja prescrita, o dever de reparar o dano permanece

Sentença da Justiça Federal no Amazonas manteve ressarcimento de R$ 3,5 milhões mesmo após reconhecer prescrição das sanções contra...

Porteiro que age com descuido e facilita furto obriga condomínio a indenizar morador

O condomínio sustentou que não poderia ser responsabilizado automaticamente pelo furto: seria necessário demonstrar uma falha de sua parte,...

Banco não pode alegar descuido de cliente para negar devolução quando falha na prevenção de golpe

Juíza Irlena Leal Benchimol reconheceu falha na segurança do Bradesco, mas considerou que a correntista também contribuiu para o...